Ácidos graxos de cadeia curta e características da carcaça de suínos Ácidos graxos de cadeia curta e características da carcaça de suínos
 
01 mar 2021

Ácidos graxos de cadeia curta melhoram características da carcaça de suínos

 

Quando carboidratos não digeríveis, como fibra alimentar e amido resistente, entram no intestino grosso e são fermentados pela microbiota, são produzidos os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Que são constituídos principalmente de acetato, propionato e butirato.

Os AGCC desempenham papéis importantes na manutenção do ambiente intestinal, como a manutenção do equilíbrio eletrolítico e oferecem energia às células hospedeiras, bem como à microbiota intestinal; são substratos para a síntese de ácidos graxos e gliconeogênese; estão envolvidos na função e no metabolismo dos tecidos periféricos, dentre outras funções.

Devido a importância dos AGCC, pesquisadores do Instituto de Nutrição Animal da Sichuan Agricultural University, China, realizaram um estudo para avaliar os efeitos da infusão de AGCC pelo íleo, nas características da carcaça e na qualidade da carne em suínos em crescimento.

Metodologia

Neste estudo, os pesquisadores utilizaram 24 machos castrados saudáveis (Duroc × Landrace × Yorkshire, peso corporal inicial = 30,72 kg) com cânula T no íleo distal. Os animais foram divididos em quatro tratamentos:

1) Controle;

2) antibióticos (AB);

3) AB + 300 mL de solução AGCC1 no íleo (ABA1) – as concentrações de acetato, propionato e butirato na solução de AGCC1 foram respectivamente 61,84, 18,62 e 12,55 mmol/L;

4) AB + 300 mL de solução AGCC2 no íleo (ABA2) -as concentrações de acetato, propionato e butirato na solução de AGCC2 foram respectivamente 40,08, 15,41 e 9,78 mmol / L.

Água e ração foram fornecidas ad libitum e os porcos foram expostos à luz natural durante todo o experimento.

Durante os primeiros 14 dias, os suínos nos grupos AB, ABA1 e ABA2 receberam uma combinação de antibióticos mistos para reduzir a microbiota intestinal. Após este tratamento com antibióticos, os suínos dos grupos ABA1 e ABA2 receberam, respectivamente, 300 mL de soluções de AGCC1 e AGCC2 3 vezes por dia através da cânula T no íleo distal, enquanto os dos grupos Controle e AB receberam uma solução salina. Este tratamento durou mais 14 dias. A duração do experimento foi de 28 d.

Desempenho dos suínos

Os suínos do tratamento ABA2, que receberam concentrações de acetato, propionato e butirato na solução de 40,08, 15,41 e 9,78 mmol/L, respectivamente, apresentaram o maior peso final, assim como a maior média diária de consumo de ração. Não houve diferença significativa para conversão alimentar entre os tratamentos

Carcaça
O grupo ABS2 tendeu ao maior peso da carcaça, quando comparado ao grupo AB. Além disso, os grupos ABA1 e ABA2 aumentaram significativamente a área do longissimus dorsi em comparação com os suínos do grupo AB e aumentaram significativamente o peso da gordura abdominal em comparação com o grupo Controle.

Não foram observadas diferenças significativas entre os 4 grupos em relação a espessura de toucinho.

 

Os autores concluíram que a infusão de AGCC no íleo, em certa medida, melhorou as características da carcaça e a qualidade da carne, por regular o metabolismo lipídico. Esses achados podem fornecer um novo ponto de vista sobre o papel dos AGCC como aditivos alimentares para aumentar as características da carcaça e a qualidade da carne na suinocultura.

 

Link para o artigo completo: Infusion of short chain fatty acids in the ileum improves the carcasstraits, meat quality and lipid metabolism of growing pigs

JIAO, Anran et al. Infusion of short chain fatty acids in the ileum improves the carcass traits, meat quality and lipid metabolism of growing pigs. Animal Nutrition, 2020.

 




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