Agência Nacional de Águas publica segunda edição do Atlas Irrigação Agência Nacional de Águas publica segunda edição do Atlas Irrigação
 
02 mar 2021

Agência Nacional de Águas publica segunda edição do Atlas Irrigação

Referência sobre a agricultura irrigada brasileira na sua interface com as águas do País, o Brasil totaliza 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação, sendo 64,5% (5,3 milhões de hectares) com água de mananciais e 35,5% (2,9 milhões de ha) fertirrigados com água de reúso segundo o Atlas Irrigação, lançado na sexta-feira, 26 de fevereiro. Essa área é equivalente a 8,2 milhões de campos de futebol.

A estratégia de mapeamento, coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e desenvolvida com vários parceiros institucionais, foi organizada por tipologias de cultura e métodos de irrigação (arroz; cana-de-açúcar; café; culturas anuais em pivôs centrais e demais culturas e sistemas). Essa base técnica única também conta com estimativa de uso da água pela agricultura irrigada, que foi superior a 941 mil litros por segundo em 2019, o que corresponde a 29,7 trilhões de litros ao ano.

O Atlas Irrigação aponta, ainda, que o Brasil deverá expandir sua área irrigada em mais 4,2 milhões de hectares até 2040, o que representa um aumento de 79% em comparação à área atualmente irrigada com água de mananciais.

Sobre o potencial de expansão da irrigação no Brasil, o Atlas também indica que até 22% da área agropecuária atual do Brasil poderia ser irrigada, o que corresponde a cerca de 55 milhões de hectares. Ou seja, embora tenhamos grande potencial, por conta de limitações na oferta de água, incluindo a presença de outros usos já instalados, não é possível irrigar mais áreas com segurança hídrica e produtiva. Por isso, o planejamento e a gestão setorial de recursos hídricos são fundamentais para que o crescimento da irrigação seja realizado de forma sustentável.

A segunda edição do Atlas Irrigação apresenta os dados mais abrangentes e atualizados sobre o setor, que é o que mais utiliza água no Brasil e no mundo e é responsável por parte relevante da produção de alimentos. Segundo a publicação da ANA, o setor privado ocupa 96,2% da área irrigada, enquanto projetos públicos abrangem os 3,8% restantes.

Outro ponto trazido com exclusividade pelo Atlas Irrigação é o detalhamento dos 28 Polos Nacionais de Agricultura Irrigada, que concentram 50% da área irrigada e 60% da demanda hídrica atual para o setor. Os polos são áreas especiais de gestão dos recursos hídricos para a agricultura irrigada, espalhados pelas cinco regiões do País, e são divididos em três grandes grupos: arroz irrigado, pivôs centrais e outras tipologias.

A agricultura irrigada é uma atividade dinâmica e que tem crescido constantemente nas últimas décadas, mesmo em períodos instáveis e negativos da economia brasileira. Entre 2012 e 2019, houve intensificação da atividade com um maior aporte de crédito e investimentos privados. Com isso, o crescimento foi da ordem de 4% ao ano no Brasil nesse período, quando foram incorporados cerca de 216 mil hectares irrigados ao ano. Além disso, em 2019 o valor da produção irrigada superou a marca de R$ 55 bilhões.

A produção irrigada tem uma produtividade de 2 a 3 vezes maior do que áreas de sequeiro (não irrigadas). Outras vantagens são: melhoria da qualidade dos produtos, redução de custos unitários, atenuação dos impactos da variabilidade climática, otimização de insumos e equipamentos, aumento na oferta e na regularidade de alimentos, assim como a modernização dos sistemas de produção.

Além de sua importância econômica, a irrigação contribui decisivamente para a segurança alimentar e nutricional da população brasileira. Alimentos típicos da dieta nacional – arroz, feijão, legumes, frutas e verduras – são produzidos em grande medida por meio da irrigação. No caso do arroz e da horticultura, mais de 90% da produção utiliza o método.

O Atlas Irrigação
Com o Atlas Irrigação, a ANA busca demonstrar a importância da atividade tanto para a sociedade quanto para a economia do Brasil. Além disso, a publicação tem o intuito de fornecer uma base técnica robusta para o acompanhamento e o planejamento da expansão do setor – sobretudo quanto à segurança hídrica para os usos múltiplos –, contribuindo para a Política Nacional de Irrigação e para a Política Agrícola. Essa base de dados também será incorporada ao Plano Nacional de Recursos Hídricos 2022-2040, que está em elaboração e é um instrumento norteador da Política Nacional de Recursos Hídricos.

Para atualizar e expandir o conteúdo do Atlas Irrigação, a ANA contou nessa segunda edição com uma rede ampla de parcerias, incluindo o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a Agrosatélite Geotecnologia Aplicada, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP).

O conteúdo completo do Atlas Irrigação está disponível em http://atlasirrigacao.ana.gov.br

Assista aqui à animação sobre o Atlas Irrigação.

Fonte: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)




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