Associação Brasileira dos Criadores de Suínos capacita 2.300 profissionais do setor

11/11/2019

Evento Formação

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) finalizou, neste mês de novembro, uma série de Workshops de Doenças Virais de Importância na Produção de Suínos. Foram mais de 15 eventos técnicos, todos ministrados pela consultora em saúde animal, professora e doutora, Masaio Mizuno e o Serviço Veterinário Oficial (SVO). O evento itinerante esteve presente em 11 estados brasileiros e o Distrito Federal e teve a duração de 3 meses.

Dra. Masaio Mizuno, estrela do evento,  ministrou mais de 15 workshops pelo país

Ao todo as capacitações contaram mais 2.300 participantes, entre produtores, médicos veterinários e profissionais da suinocultura, que estiveram presentes buscando o aprimoramento das informações sobre o tema e também sobre biosseguridade e, assim, reduzir o risco de entrada das principais doenças da suinocultura no Brasil.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, conta que o feedback foi extremamente positivo, pois os estados que receberam as capacitações se engajaram, mobilizando os seus associados. “O tema apresentado é extremamente pertinente, afinal trabalhar assuntos ligados à sanidade animal é essencial, além de reforçar as técnicas de biosseguridade nas granjas. Para a ABCS, a realização dessa série de eventos é uma maneira de fomentar ainda mais a produção suinícola nacional”.

Representando a ABCS e na coordenação e execução da série de workshops, a diretora técnica, Charli Ludtke, recebeu em cada local que passou um agradecimento pela preocupação da ABCS e das demais entidades organizadoras em trabalhar o tema.

“ Realizar essa série de eventos técnicos foi muito gratificante e ficou claro que estamos no caminho certo, cumprindo a nossa missão, pois capacitar os produtores, profissionais das agroindústrias e harmonizar as informações junto ao SVO é fundamental, principalmente para todos estarem atentos aos sinais que possam indicar qualquer suspeita de doença de notificação obrigatória”, explicou Ludtke.

Os workshops foram realizados juntamente com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (Abegs) e Associação Brasileira dos Médicos Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves). Além dos realizadores, o evento conta com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da Embrapa Suínos e Aves e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). A iniciativa dos envolvidos no projeto ocorreu devido ao grande número de focos de Peste Suína Africana na Ásia e Europa, assim como os focos de Peste Suína Clássica que ocorreram no Ceará, no Piauí e em Alagoas.

Para a auditora fiscal federal agropecuária do Departamento de Saúde Animal (DSA) do MAPA, Lia Coswig, a iniciativa de realizar os workshops foi excelente. “O tema abordado foi extremamente pertinente e entendo que a contribuição do Mapa foi importante na tomada de decisão de quais as doenças abordar. Ao meu ver temos que trabalhar com parcerias, porque são indispensáveis para que os trabalhos sejam ainda mais ricos de informação e conteúdo”, afirmou Coswig.

Segundo a doutora e professora, Masaio Mizuno que é especialista em Epidemiologia das Doenças Infecciosas, a realização dos eventos aconteceu no momento certo. “Os organizadores identificaram a ocasião exata para realizar os workshops e com certeza foi o momento ideal, pois abordamos as principais doenças que atingem a suinocultura. A especialista destacou ainda que o workshop passou pelas principais cidades da produção suinícola. “Em muitos estados não fomos só a capital, mas andamos também pelos interiores o que gerou ainda mais participação e aproximação com as pessoas que estão diretamente ligadas aos suínos”, explicou Masaio.

Ricos em informação e com conteúdo atualizado, os Workshops trataram da Peste Suína Africana e da Peste Suína Clássica (PSA e PSC); Síndrome Respiratória e Reprodutiva dos Suínos (PRRS); Papel do Serviço Veterinário Oficial no atendimento às enfermidades de notificação obrigatória; Doenças vesiculares, como febre aftosa, estomatite vesicular, doença vesicular do suíno e Senecavírus A; bioseguridade e a atuação do Serviço Veterinário Oficial nas doenças vesiculares de suínos. Foram três meses viajando, mas sempre mantendo a mesma estratégia e os mesmos conteúdos apresentados, em todos os locais.

A fim de aprimorar as informações entre o setor privado e público referentes ao tema da sanidade do rebanho, representantes do MAPA, especificamente dos Serviços de Defesa de cada estado, também estiveram presentes no evento. Segundo o fiscal federal agropecuário, Abel Ricieri, que foi palestrante nas cidades de Toledo (PR) e Salvador (BA), o evento foi inovador. “O público dos eventos me surpreendeu por ser qualificado, interessado e com propostas para o governo estadual e federal, o que nos dá uma segurança maior de que os treinamentos e ações do governo terão efeito para o produtor”.

Todas as capacitações foram gratuitas e contaram com auxílio de materiais técnicos usados durante a programação. Os conteúdos estão disponíveis no site da ABCS e foram elaborados pela doutora e professora, Masaio em parceria com a Associação. Para o produtor de suínos no Espírito Santo (ES), Marco Aurelio Mosquini, a informação adquirida deve que ser colocada em prática. “Foi muito interessante as explicações e os materiais oferecidos, principalmente quando se tratou de biosseguridade, pois ficou claro que ela é primordial para garantirmos a segurança das nossas granjas”, destacou o participante.

A biosseguridade em granjas de suínos consiste em medidas para evitar a entrada e propagação de doenças no rebanho. As principais medidas são o isolamento da granja, em distância segura, de possíveis focos de vetores, além de cercamento da propriedade. Também fazem parte das medidas a lavagem e sanitização das instalações, a restrição de visitas, o vazio sanitário entre cada lote, o programa de vacinações, o isolamento e tratamento de animais que adoecem.

O uso de água potável e tratada para alimentação dos animais, bem como para higiene, é indispensável. O rigoroso controle de qualidade dos ingredientes de ração, o tratamento correto dos efluentes e o destino correto dos resíduos das pocilgas e dos animais que morrem na granja integram o rol de medidas para garantir a qualidade do rebanho. Essas práticas devem ser combinadas com o fluxo de animais entre as várias fases de produção e com as práticas de manejo, bem-estar animal, capacitação dos operários e com o programa de Boas Práticas de Produção e sistema de gestão da qualidade.

Fonte: ABCS e Embrapa Suinos e Aves

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