Conab estima queda nas culturas de segunda safra Conab estima queda nas culturas de segunda safra
 
11 ago 2021

Conab estima queda nas culturas de segunda safra devido a condições climáticas

Conab estima queda nas culturas de segunda safra devido a condições climáticas

As condições climáticas registradas durante o ano safra 2020/2021 impactaram as lavouras e a nova estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a produção brasileira de grãos no período é de 254 milhões de toneladas, volume menor que a safra anterior em 1,2%.

Apesar de ter havido aumento de área plantada em mais de 4%, a redução se deve, principalmente, à queda das produtividades estimadas nas culturas de segunda safra, justificada pelos danos causados pela seca prolongada nas principais regiões produtoras, bem como às baixas temperaturas com eventos de geadas ocorridas nos estados da Região Centro-Sul do país. Os dados estão no 11º Levantamento da Safra de Grãos 2020/2021, divulgado pela Companhia nessa terça-feira (10).

 

Milho

Entre as culturas mais afetadas destaca-se o milho. A produção total deve chegar a 86,7 milhões de toneladas, sendo 24,9 milhões de toneladas na primeira safra, 60,3 milhões de toneladas na segunda e 1,4 milhão de toneladas na terceira safra. Apenas para a segunda safra do cereal, a queda na produtividade estimada é de 25,7%, uma previsão de 4.065 quilos por hectare. A redução só não foi maior porque os altos preços do grão impulsionaram um aumento de área plantada em 8,1%, chegando a 14,87 milhões de hectares. Além disso, Mato Grosso, principal estado produtor, foi o que menos registrou condições climáticas adversas durante o cultivo do cereal.

 

 

Soja

Com a colheita encerrada, a soja apresenta uma elevação de 11,1 milhões de toneladas na produção desta safra. Desta forma, o Brasil se mantém como maior produtor mundial da oleaginosa com uma colheita recorde de 135,9 milhões de toneladas.

A área plantada de soja, no período 2020/21, apresentou crescimento de 4,3% em comparação à safra anterior, atingindo 38,5 milhões de hectares. Apesar dos problemas com o clima, especialmente na colheita que afetou a qualidade de alguns lotes colhidos, a produtividade alcançada registrou incremento de 4,5% em relação ao exercício passado, e estes fatos de natureza climática não foram suficientes para afetar a consolidação das estatísticas, que apontam para uma produção recorde de 136 milhões de toneladas, representando incremento de 8,9% em comparação à safra passada.

 

Trigo

Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. Na atual safra a expectativa é que a produção seja de 8,6 milhões de toneladas, um novo recorde para o país caso confirmada a estimativa. Com o plantio já encerrado, o grão apresenta um expressivo crescimento na área de 15,1%, situando-se em 2,7 milhões de hectares. Os preços elevados no mercado internacional nos últimos anos incentivaram a maior procura pelos produtores.

Aliado à valorização externa, o alto custo do milho no cenário nacional também incentivou o cultivo do trigo, por ser um possível substituto para ração animal. Caso a estimativa de colheita seja confirmada, esta será a maior produção já registrada no país. No entanto, as condições climáticas das lavouras podem influenciar nos resultados. As consequências das geadas registradas nas principais regiões produtoras nas últimas semanas ainda serão quantificadas pela Conab.

 

 

Sorgo

Para a safra total 2020/21, a estimativa é de 2,3 milhões de toneladas produzidas, 7,1% menor que a safra anterior, em uma área de 864,5 mil hectares, 3,5% maior que a safra anterior.

No Pará, o sorgo se encontra em desenvolvimento. Nesse período é cultivado para proteger o solo para as próximas safras de soja e milho, no entanto, boa parte do cultivo é destinado à alimentação do plantel bovino nas diversas regiões do estado. A previsão é de aumento de 1,6% na área plantada.

O produto é destinado para o mercado de ração animal e vem sendo comercializado no mercado interno, para Minas Gerais, Goiás e para a Região Nordeste do país. Além de boa cobertura do solo e alta durabilidade da palhada, a cultura normalmente tem um preço atrativo de venda, com mercado para outros estados e atuando na redução da população de nematoides que permanecem no solo após a colheita.

No Rio Grande do Norte, a cultura do sorgo, com dupla aptidão, vem se tornado uma das principais alternativas de alimentos volumosos para os rebanhos, sobretudo os bovinos, já que a maior parte da produção da planta vai para ração animal (forragem). Como o levantamento considera somente o sorgo granífero, estima-se na presente safra uma estabilidade de uma área de 600 hectares em relação à safra passada. Em compensação, a produtividade estimada do grão é 17,4% menor que à da safra passada.

Na região centro-norte, as áreas que alcançaram produção estão sendo colhidas e comercializadas nas próprias localidades, visto que a procura pelo produto tornou-se mais acentuada com o avanço da estiagem e o preço do milho. Contudo, na maior parte das áreas a baixa produção levou os agricultores a destinar as lavouras para silagem. Além disso, os últimos campos em produção foram os mais afetados pela seca, o que indica a mesma utilização.

No centro-sul, o sorgo está sendo uma alternativa ao milho, muito utilizado nos municípios atingidos pela seca. No entanto, a frustração da safra foi maior que o esperado, logo, a destinação das lavouras para silagem tornou-se uma prática muito comum. A intenção dos agricultores é investir mais na cultura no próximo ano-safra e aumentar as áreas de plantio.

 

Fonte: Conab




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