Crise hídrica preocupa os pecuaristas e produtores paulistas Crise hídrica preocupa os pecuaristas e produtores paulistas
 
23 jul 2021

Crise hídrica preocupa os produtores paulistas

Seca decorrente da falta de chuvas exige mais atenção do produtor rural, indica Faesp. Situação precisa ser analisada por autoridades de modo a minimizar o impacto no setor produtivo e alta no preço dos alimentos

produtores paulistasAutoridades devem estudar meios de amenizar os impactos da falta de água no setor produtivo e alta no preço dos alimentos. “O avanço da crise hídrica e as incertezas quanto ao aumento na conta de energia acenderam novo alerta para os agropecuaristas paulistas“, destaca Fábio de Salles Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).

produtores paulistasO agronegócio oferece relevante sustentação ao PIB e à balança comercial e garante o abastecimento da população sem interrupções, mesmo com tantos desafios, como a instabilidade de clima e aumento do custo da energia. “Em 2020, fomos responsáveis por um volume bruto de produção de R$ 1,7 trilhão”, revela Meirelles.

A preocupação com a crise hídrica faz redobrar a atenção com o uso de água e sua distribuição no campo, para que o abastecimento não seja interrompido ou fique refém das altas taxas de energia.

produtores paulistas“Os reajustes batem na cadeia produtiva e se estendem ao consumidor, que é quem compra carne no açougue e o arroz e feijão no mercado e fica com a conta final. A crise hídrica deve ser observada com atenção pelas autoridades e medidas deverão ser tomadas, como a revisão das altas taxas de energia, por exemplo, para não causar o encarecimento dos alimentos”, explica Meirelles

 

Na contracorrente da pandemia, o campo mantém o ritmo de modernização e busca superar os obstáculos do novo normal. “A inclusão digital é muito importante para o agricultor durante a pandemia”, diz o presidente da Faesp. “Por isso, estamos nos modernizando, discutindo métodos de irrigação e ampliando a utilização de energia fotovoltaica. Defendemos o uso consciente e responsável da água e energia justamente para otimizar as operações agrícolas e melhor aproveitar cada cultura”, comenta.

A Faesp promove as boas práticas do uso da água e vem realizando esforços para tornar a tecnologia mais acessível aos produtores paulistas. Nesse sentido, desenvolve comunicação assertiva com os sindicatos rurais, de modo a aperfeiçoar as atividades de irrigação, além de outras modernidades, visando garantir maior produção para o agropecuarista.

 

“O planejamento dentro da porteira é essencial, mas as autoridades precisam estar atentas e oferecer apoio para amenizar o impacto da seca, falta de chuva que, somados à crise energética, poderão atrasar a próxima safra”, finaliza Meirelles.

 

Inteligência no campo

Segundo a Faesp, a irrigação inteligente com tubulações subterrâneas para gerar o gotejamento de forma localizado é capaz de fornecer água a um perímetro delimitado sem desperdícios. A atividade ajuda a otimizar a plantação a obter melhores resultados garantir o escoamento certeiro da água para as raízes das plantas, garantindo maior absorção da água e eliminando desperdícios.

Outra tecnologia encontra no céu a fonte de energia. A energia solar também vem se popularizando com os chamados sistemas fotovoltaicos que não substituem a energia elétrica, mas ajudam a reduzir os gastos. Segundo dados de 2020 da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o setor rural responde por 13,2% da potência instalada no Brasil e os investimentos nas propriedades passam de R$ 1,7 bilhão.




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