Efeito da temperatura e níveis de proteína sobre o desempenho de Tilápia
 
04 maio 2021

Efeito da temperatura da água e dos níveis de proteína na dieta no desempenho de juvenis Tilápia

Na criação comercial de peixes a temperatura da água é um dos fatores ambientais que mais influenciam o crescimento, ingestão de alimentos, digestão, saúde, reprodução e mortalidade. Quando a temperatura da água ultrapassa o intervalo ideal, o crescimento e a fisiologia dos peixes são afetados.

Portanto, é importante compreender as interações entre as necessidades nutricionais e a temperatura da água para diferentes espécies cultivadas visando atingir o crescimento ideal. Já na nutrição, um ponto-chave para a produção de tilápias é a atenção ao requerimento proteico. Entretanto, não há relatos de pesquisas que avaliaram as necessidades de proteína de tilápia em diferentes temperaturas.

Devido a importância do tópico temperatura e nível proteico, foi publicado recentemente um artigo na revista cientifica Aquaculture Nutrition, em que pesquisadores avaliaram os efeitos da temperatura da água, nível de proteína na dieta e sua interação no crescimento, composição corporal e índices bioquímicos séricos da tilápia do Nilo.

No experimento foram testadas 6 diferentes dietas contendo:

  • 209,6g proteína bruta/kg dieta
  • 251,0 g proteína bruta/kg dieta
  • 4 g proteína bruta/kg dieta
  • 3 g proteína bruta/kg dieta
  • 9 g proteína bruta/kg dieta
  • 8 g proteína bruta/kg dieta

Além dos 6 tratamentos dietéticos, as tilápias foram distribuídas em 3 diferentes temperaturas da água, 22°C, 28°C e 34°C.

 

Desempenho

É importante destacar que os pesquisadores relataram que não foi observada mortalidade em nenhum dos grupos.

Em relação aos tratamentos, desconsiderando os níveis de proteína e avaliando somente a temperatura da água, os peixes criados a 28°C e 34°C apresentaram peso corporal final, taxa de ganho de peso, eficiência alimentar, digestibilidade aparente, taxa de eficiência proteica e retenção de proteína maiores do que os peixes criados a 22°C. E os autores destacaram que os maiores valores foram encontrados nos peixes criados a 28°C.

Na análise desconsiderando a temperatura da água, foi observado que a taxa de ganho de peso, a eficiência alimentar e a digestibilidade aparente aumentaram com o aumento dos níveis de proteína na dieta. No entanto, foi observado que a taxa de eficiência proteica e retenção de proteína diminuíram significativamente com o aumento do nível de proteína.

Os autores encontraram interação significativa entre a temperatura da água e o nível de proteína na dieta para peso corporal final, taxa de ganho de peso, eficiência alimentar e proteica. A 22°C, o peso corporal final, a taxa de ganho de peso e a eficiência alimentar dos peixes aumentaram significativamente com o aumento do nível de proteína de até 354,3 g/kg.

No entanto, a 28°C e 34°C, o peso corporal final, a taxa de ganho de peso e a eficiência alimentar dos peixes aumentaram significativamente com o aumento do nível de proteína até 302,4 g/kg (p <0,05). O menor crescimento e eficiência alimentar foi registrado para peixes alimentados com 209,6 g de proteína/kg de dieta, independentemente da temperatura da água.

 

Os autores concluíram, com base na análise de regressão da taxa de ganho de peso e proteína dietética, que a necessidade ideal de proteína dietética para tilápia (peso médio inicial: 38,75 ± 0,61 g) para atingir desempenho de crescimento máximo foi de 374,4, 301,7 e 304,9 g de proteína/kg de dieta sob as três condições de temperatura (22°C, 28°C e 34°C), respectivamente.

 

Para consulta do artigo completo clique aqui

ZENG, Nan‐Nan et al. Effects of water temperatures and dietary protein levels on growth, body composition and blood biochemistry of juvenile GIFT tilapia (Oreochromis niloticus). Aquaculture Nutrition, v. 27, n. 1, p. 240-251, 2021.

As informações desse texto foram retiradas do artigo intitulado “Effects of water temperatures and dietary protein levels on growth, body composition and blood biochemistry of juvenile GIFT tilapia (Oreochromis niloticus)” com autoria de:

Nan-Nan Zeng1,2 | Ming Jiang1 | Hua Wen1 | Wei Liu1 | Fan Wu1 | Juan Tian1 | Li-Juan Yu1 | Xing Lu1 | Zhong-Bao Guo3
1 Fish Nutrition and Feed Division, Yangtze River Fisheries Research Institute, Chinese Academy of Fishery Sciences, Wuhan, China
2College of Fisheries, Shanghai Ocean University, Shanghai, China
3 Guangxi Institute of Fisheries, Nanning, China




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