Efeito da substituição da soja por torta de semente de abóbora e DDGS no desempenho leiteiro Efeito da substituição da soja por torta de semente de abóbora e DDGS no desempenho leiteiro
 
01 abr 2021

Efeitos da substituição da soja por torta de semente de abóbora e DDGS no desempenho leiteiro de vacas holandesas

 

Os altos preços da soja e a pouca disponibilidade do grão em diversas regiões, levam a busca de alimentos substitutos como fonte de proteína para ruminantes. Um exemplo é a China que tem grande dificuldade de acesso a este produto. Contudo, o país ocupa o primeiro lugar no mundo em área de plantio e produção de semente de abóbora, e, consequentemente, grande produção de subprodutos como: sementes de polpa de abóbora, óleo de semente de abóbora, torta de semente de abóbora (TSA) e semente de abóbora casaco.

Todas as partes da fruta da abóbora contêm quantidades significativas de antioxidantes, tocoferóis e carotenoides. Estudos demonstraram que o isolado de proteína de semente de abóbora tem propriedades antioxidantes promissoras devido a eliminação de radicais livres e aumento da atividade antioxidase. Ademais, o isolado de proteína de semente de abóbora, além de ter potencial para uso como antioxidante dietético, também pode ser usado como suplemento protéico na produção de vacas leiteiras.

Com base nesses dados, pesquisadores formularam a hipótese de que o TSA não só pode ser usado como um alimento protéico de alta qualidade, mas também desempenha um papel funcional único na produção de ruminantes. Então, um experimento foi desenvolvido para investigar os efeitos da substituição do farelo de soja por TSA e grãos de destilaria (DDGS) na produção de leite, fermentação e degradação ruminal, função antioxidante e partição de nitrogênio em vacas durante a lactação.

As vacas foram divididas aleatoriamente em três grupos de tratamento:

  • Grupo 1 – dieta sem TSA – 0TSA
  • Grupo 2 – dieta com substituição do farelo de soja por TSA e DDGS em 50% – 50TSA
  • Grupo 3 – dieta com substituição do farelo de soja por TSA e DDGS em 100% – 100TSA

 

Nenhuma diferença na degradação in situ de matéria seca ou proteína bruta (PB) foi observada quando o farelo de soja foi substituído por TSA e DDGS. No entanto, os valores para degradação de PB tenderam a aumentar à medida que a quantidade de TSA adicionado aumentava. Além disso, não foram encontradas diferenças no consumo de matéria-seca, peso corporal, digestibilidade aparente, contagem de células somáticas, produção de leite, gordura, proteína e concentração e produção de lactose em vacas que receberam as diferentes dietas.

No experimento, não foram observadas diferenças significativas entre as dietas na ingestão de nitrogênio, na sua partição entre a secreção de leite e a excreção de urina ou fezes. Nem o pH ruminal, nem a concentração de N-Amônia ou AGV total diferiram entre os animais alimentados com as três dietas. Não houve diferenças significativas na proporção molar de acetato, propionato e butirato e na proporção de acetato para propionato entre as três dietas de tratamento.

Esse estudo demonstrou que o TSA é um alimento proteico de alta qualidade para ruminantes que pode ser parcial ou totalmente substituído por farelo de soja em dietas de vacas leiteiras sem qualquer diminuição no desempenho do leite ou mudanças na fermentação ruminal ou digestibilidade aparente. Além disso, a substituição parcial ou completa do farelo de soja por TSA foi capaz de promover funções antioxidantes em vacas leiteiras.

 

Referências: Y. Li, G.N. Zhang, X.P. Fang, C. Zhao, H.Y. Wu, Y.X. Lan, L. Che, Y.K. Sun, J.Y. Lv, Y.G. Zhang, C.F. Pan,Effects of replacing soybean meal with pumpkin seed cake and dried distillers grains with solubles on milk performance and antioxidant functions in dairy cows, Animal, Volume 15, Issue 3, 2021, 100004, ISSN 1751-7311,
https://doi.org/10.1016/j.animal.2020.100004.

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