EPAMIG desenvolve cultivar de trigo mais adequada para silagem EPAMIG desenvolve cultivar de trigo mais adequada para silagem
 
02 jul 2021

EPAMIG desenvolve cultivar de trigo mais adequada para silagem

EPAMIG desenvolve cultivar de trigo mais adequada para silagem

EPAMIG desenvolve cultivar de trigo mais adequada para silagem. Cultivar de trigo MGS Brilhante, desenvolvida pela empresa, atende as exigências dos animais e se adapta bem ao solo mineiro 

Você sabia que o cultivo de trigo para produção de silagem pode se tornar uma alternativa inovadora para agricultores e pecuaristas? A produção de alimento para os animais a partir de outra fonte que não seja o milho é estratégica e vantajosa. Entre os benefícios, estão a produção na entressafra de um produto com alta qualidade nutricional, com custos possivelmente inferiores à produção do milho, menos exigente e com menores riscos em função das condições climáticas, quando comparado ao milho safrinha.

Segundo o pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), Maurício Coelho, um fator que deve ser observado na escolha da cultivar de trigo para produção de silagem é a ausência de aristas nas espigas do trigo, pois elas podem causar lesões no aparelho digestivo dos animais.

A boa notícia para os mineiros é que a EPAMIG desenvolveu a cultivar MGS Brilhante, promissora para a produção de silagem no outono e no inverno em Minas Gerais e em outras regiões tropicais do Brasil. A variedade, recomendada para o cultivo de sequeiro, possui entre 90 e 120 centímetros de altura, tolera acamamento e não possui aristas. O ciclo da cultivar é considerado médio, com cerca de 50 dias até o espigamento e mais 50 dias até a maturação completa.

Segundo resultados de análises realizadas pela EPAMIG, a silagem de trigo produzida com a cultivar MGS Brilhante no período da entressafra apresenta valores de proteína entre 9,7 a 12,4%. Diante de valores como esses, a pesquisadora da empresa, Edilane da Silva, afirma que a silagem de trigo tem tudo para impulsionar a cadeia do leite e da carne em Minas Gerais.

Segundo o pesquisador da EPAMIG, Maurício Coelho, o trigo é uma cultura que responde bem à irrigação e pode produzir três vezes mais em condições de sequeiro. “A produção de silagem de trigo durante o inverno, na entressafra, representa uma oportunidade aos pecuaristas de aumentar seus rendimentos e diluir os custos fixos da propriedade, além de estabelecer uma adubação antecipada para a próxima cultura de verão e, ainda, proporcionar uma excelente rotação de cultura no sistema de produção”, afirma Maurício Coelho.

Modos de plantio e adubação

Em Minas Gerais, a semeadura da cultivar MGS Brilhante deve ser feita a partir do mês de março para que o espigamento ocorra de maio em diante. Semeaduras em áreas de sequeiro podem ser realizadas entre março e abril, pois regiões mais ao Sul do estado permitem semeaduras mais tardias. No entanto, a depender de outras regiões, semeaduras mais tardias não são recomendadas diante o risco de falta de chuvas ao longo do ciclo produtivo do trigo. Já o cultivo em áreas irrigadas pode ser realizado entre março e julho.

Atentar-se às datas é importante para que não ocorra incidência de brusone, principalmente nas regiões com temperaturas mínimas diárias acima de 15ºC durante a fase de espigamento. A brusone é uma doença que compromete significativamente a produtividade de grãos das cultivares de trigo.

Maurício Coelho enfatiza que temperaturas mais amenas tendem a prolongar o ciclo de produção e a favorecer o perfilhamento e a produtividade da cultivar MGS Brilhante. Já o pesquisador da EPAMIG, Marcelo Lanza, destaca que é preciso utilizar sementes de boa qualidade, com bons atributos genéticos, físicos, fisiológicos e sanitários.

“Nós, da EPAMIG, recomendamos de 350 a 400 sementes por metro quadrado. O espaçamento pode variar entre 17 e 20 centímetros entre linhas. A profundidade de semeadura deve ser de dois a três centímetros, sempre com profundidades menores em solos argilosos. Devido ao tamanho reduzido das sementes, semeaduras profundas vão dificultar a emergência das plântulas, o que reduz a população final”, pontua Marcelo Lanza.

A cultura do trigo pode ser implantada e conduzida tanto com o preparo convencional do solo quanto no sistema de plantio direto.  Maurício Coelho lembra que as recomendações de adubação vão depender de aspectos como fertilidade e textura do solo, nível tecnológico da propriedade e expectativa de produção. Para Maurício, tanto no cultivo de sequeiro quanto no irrigado é preciso fazer análise do solo para proceder com recomendações corretas de adubação.

“De modo prático, em cultivo de sequeiro, na semeadura, o produtor deve priorizar a adubação fosfatada, com 70 a 100 quilos por hectare de P2O5. O produtor também pode aplicar de 20 a 30 quilos por hectare de nitrogênio e de 40 a 60 quilos por hectare de K2O. Caso o clima favoreça a germinação e o bom perfilhamento das plantas, é possível investir em uma adubação de cobertura que permita mais produtividade, com 80 quilos por hectare de nitrogênio e 100 quilos por hectare de K2O”, explica.

Quando questionado sobre cultivo irrigado da cultivar de trigo MGS Brilhante, Maurício afirma que a expectativa de produtividade pode chegar a 50 toneladas de matéria fresca por hectare. Para esses valores, as adubações de semeadura deverão acompanhar o nível de fertilidade do solo e as exigências da cultura.

“O trigo responde muito bem às adubações de cobertura com nitrogênio e potássio. Altas doses de nitrogênio favorecem o crescimento da planta, e a cultivar MGS Brilhante tem boa tolerância ao acamamento”, conclui.

A lista completa de produtos registrados para a cultura do trigo pode ser consultada aqui.

 

Colheita e ensilagem

O período ideal para colheita de trigo para produção de silagem compreende-se entre o estágio de grão leitoso a grão pastoso, a partir de 75 dias de cultivo. O pesquisador Maurício Coelho explica que colheitas após o estágio de grão pastoso proporcionam reduções na qualidade e na digestibilidade da silagem por parte dos animais.

Já a ensilagem é semelhante ao processo feito com o milho e o sorgo. “Para se obter uma silagem de qualidade é necessária uma boa compactação e, consequentemente, uma boa fermentação. Além disso, a planta deverá ser bem picada, evitando presença de fibras longas no material”, finaliza Maurício.

Fonte: Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais | EPAMIG 




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