Fotossensibilização em ruminantes
 
29 dez 2021

Fotossensibilização em ruminantes



AUTOR(ES)

Fernanda Gomes

A maioria das pastagens cultivadas no Brasil são pastagens do gênero Brachiaria.

Fotossensibilização em ruminantes

 

Apesar da importância na pecuária brasileira, algumas cultivares do gênero Brachiaria podem causar problemas para ruminantes devido à ocorrência de fotossensibilização hepatogênica, também conhecida pelo nome popular de requeima.

Os ovinos são mais sensível à fotossensibilização, entretanto, pode ocorrer também em bovinos, normalmente com faixa etária que vai da desmama até os dois anos, e em caprinos.

A ocorrência de fotossensibilização é relatada em animais que consumiram Brachiaria decumbens, B. brizantha, B. humidicola e B. ruziziensis.Fotossensibilização em ruminantes

Os sinais clínicos observados na fotossensibilização hepatogênica incluem dermatite com pele espessa no flanco e períneo, icterícia, secreção ocular, apatia, anorexia, fotofobia e edema facial e auricular subcutâneo.

Inicialmente, a fotossensibilização foi associada à presença da micotoxina produzida por Pithomyces chartarum em Brachiaria decumbens. Posteriormente, foi demonstrado que a intoxicação em ruminantes foi causada por saponinas.

A protodioscina, uma saponina presente nas plantas do gênero Brachiaria, pode causar lesão hepática e, posteriormente, fotossensibilização.

Estudos observaram a ocorrência de protodioscina ao longo do ano em todas as estações em cinco cultivares de Brachiaria brizantha:

Fotossensibilização em ruminantesArapoti

 

Fotossensibilização em ruminantesPaiaguás

 

Xaraés

 

Marandu

 

Piatã

 

Neste estudo, todas as gramíneas apresentaram maior teor de protodioscina durante o outono.

O teor de saponina nas plantas varia com os fatores climáticos (precipitação, temperatura e umidade relativa) e a idade da planta. Maiores concentrações de protodioscina ocorrem em maiores intervalos de corte, ou seja, em plantas mais velhas.

 

Os prejuízos vão desde o gasto com tratamento, diminuição da produção de carne ou leite e até a perda de animais.

Ao detectar a fotossensibilização, o primeiro passo é retirar os animais da pastagem e da exposição à luz solar. O tratamento pode ser feito com substâncias hepatoprotetoras para o fígado, administração de vitamina A para estimular a regeneração da pele e dos pelos, uso de corticoides, pomadas cicatrizantes e protetor solar nos locais da pele mais afetados.

O controle da doença é diversificação das pastagens. Além disso, é necessário fazer a detecção o mais rápido possível. para maiores chances de cura da doença, já que, dependendo da extensão das lesões na pele e no fígado, o quadro pode ser irreversível e levar o animal à morte.

 

Referências bibliográficas disponíveis mediante solicitação.

 




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