Importância da água na suinocultura | nutriNews Brasil
 
14 jul 2021

O valor da água para suinocultura

A água na suinocultura tem uma infinidade de funções. Apesar de ser essencial para manutenção da vida dos animais e o único nutriente necessário em maior quantidade, muitas vezes é referida como “o nutriente esquecido“.

Dentre a funções da água em suínos em crescimento incluem-se:

  • regulação da temperatura corporal
  • remoção de resíduos metabólicos
  • movimento de nutrientes para as células dos tecidos do corpo
  • desempenha um papel em praticamente todas as reações químicas que ocorrem no organismo (por exemplo, hidratação e hidrólise)
  • lubrificação das articulações (isto é, fluido sinovial)
  • proteção do sistema nervoso (líquido cefalorraquidiano)
  • importante elemento estrutural que dá forma ao corpo por meio da turgidez celular

O conteúdo de água no organismo dos suínos é alterado com o crescimento dos animais. Por exemplo, em leitões neonatos com 1,5kg de peso vivo, a água corresponde a 82% do peso corporal (sem contar conteúdo gastrointestinal) e reduz para 53% em suínos maiores, com 90kg de peso vivo.

Essa proporção é alterada devido, principalmente, ao tecido adiposo. A medida que o suíno cresce, aumenta a proporção de tecido adiposo, que possui menor teor de água, quando comparado ao tecido muscular.

 

Fontes de água
São três as principais fontes de água para suínos:

  • consumida (ou seja, água potável);
  • componente natural dos alimentos; e
  • água metabólica produzida a partir da quebra dos carboidratos, gorduras e proteínas contidos nos ingredientes da ração.

Os ingredientes mais comumente usados ​​em dietas para suínos contêm cerca de 10 a 12% de água e, portanto, a quantidade de água fornecida por esta fonte pode ser determinada multiplicando o consumo de ração esperado de um suíno pelo teor de umidade de sua ração.

Embora a água metabólica e a água contida na ração reduzam a quantidade de água que o suíno deve beber para atender às suas necessidades diárias, a água potável é de longe a fonte mais importante de água para os suínos.

Um animal pode perder mais da metade de sua proteína e toda a sua gordura e ainda viver, mas pode morrer devido à privação de água.

A ingestão de água depende do peso corporal (PC), idade e saúde do animal, condições climáticas, estágio de produção, ingestão de ração e design de bebedouros. No entanto, o consumo excessivo de água pode ser um sinal de estresse, tédio ou fome.

 

Excreção de água

A água é perdida do corpo dos suínos por quatro vias:

  • rins (urina);
  • intestinos (defecação);
  • pulmões (respiração); e
  • pele (evaporação).

Os rins regulam o volume e a composição dos fluidos corporais excretando mais ou menos água, dependendo da ingestão e excreção de água por outras vias. Dessa forma, a micção é a principal via de excreção de água em suínos, embora a quantidade de água excretada seja altamente variável.

A excreção de água aumenta quando os suínos são alimentados com dietas que contêm grandes quantidades de minerais e proteínas. Quanto maior a quantidade de proteína na dieta, maior a perda de água e, portanto, maior a necessidade de água.

Quantidades significativas de água também são perdidas nas fezes. A perda de água pelo intestino varia de acordo com a natureza da dieta. Em geral, quanto maior a proporção de material não digerido, maior a perda de água. A perda de água aumenta com o nível de ingestão de fibra e com a ingestão de alimentos que têm propriedades laxantes (por exemplo, farinha de linhaça). Sendo que, a excreção de água pelas fezes aumenta durante a diarreia.

A água também é continuamente perdida via trato respiratório durante o processo normal de respiração. Porém a quantidade de perdida é afetada tanto pela temperatura quanto pela umidade relativa, com a perda de água aumentando com o aumento da temperatura e diminuindo com o aumento da umidade.

O suor e a perda de água pela pele não são as principais fontes de perda de água nos suínos porque as glândulas sudoríparas estão em grande parte afuncionais.

 

Ingestão inadequada de água

Ao contrário de alguns outros nutrientes, onde o não atendimento aos níveis ideais pode resultar apenas em pequenas reduções no desempenho, a falha em fornecer um suprimento de água adequado pode ter consequências devastadoras e, em casos extremos, pode resultar em morte.

Um dos primeiros sintomas de falta hídrica é a redução no consumo de ração. Qualquer queda inexplicável no consumo de ração deve acionar automaticamente uma verificação imediata do suprimento de água. Sintomas adicionais de privação de água, além da redução no consumo de alimento são:

  • aglomeração ao redor dos bebedouros
  • desidratação
  • diarreia em leitões
  • aumento da frequência cardíaca
  • aumento da temperatura corporal
  • aumento da taxa respiratória
  • morte

A escassez aguda de água geralmente é óbvia e, desde que medidas imediatas sejam tomadas para corrigir o problema, geralmente não resulta em perdas econômicas graves. Mais preocupantes são as restrições crônicas que podem passar despercebidas por longos períodos.

A restrição crônica pode ser causada por proporção inadequada de suínos/bebedouros, design de bebedouro, baixa pressão de água ou água de baixa qualidade. A pressão excessiva da água também pode reduzir a ingestão, evitando que os bebedores funcionem adequadamente.

 

Leia também!

Qualidade da água na produção animal

 

As informações desse artigo foram retiradas dos livros:

LEWIS, Austin J.; SOUTHERN, L. Lee (ed.). Swine nutrition. CRC press, 2000.

Capitulo 17
Water in Swine Nutrition | Philip A. Thacker

Capitulo 17
Nutrition and feeding of swine | Hayford Manua, Samuel K. Baidoob




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