Prebióticos como alternativas aos antibióticos promotores de crescimento
 
30 jun 2021

Importância do uso de prebióticos na formulação de rações sem antibióticos promotores de crescimento

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AUTOR(ES)

Verônica Lisboa

Gerente de Produtos, Yessinergy

Juliana Bueno

Diretora de P&D, Yessinergy

Carlos Ronchi

Yessinergy

Durante muitos anos os antibióticos promotores de crescimento (APC’s) foram incorporados às dietas dos animais de produção em dosagens subterapêuticas, e melhorias consistentes na eficiência alimentar justificaram esta prática (Barros, 2012).

Porém, o excesso de antibióticos usados na produção de alimentos de origem animal tem contribuído para o surgimento de resistência bacteriana, sendo esta uma causa de preocupação para a saúde pública mundial (Garcia-Migura et al., 2014).

Desde 2006, a União Europeia proibiu o uso de qualquer antimicrobiano como promotor de crescimento na produção animal. Assim, os mercados exportadores, dentre eles, o Brasil, tiveram que se adaptar à legislação estabelecida por esse bloco econômico para permanecerem aptos a exportar (Castanon, 2007).

Os alimentos funcionais preenchem esta lacuna. São considerados alimentos e/ou ingredientes funcionais aqueles que, vão mais além do que apenas nutrir, promovem a saúde por meio de mecanismos não previstos pela nutrição convencional.

ADITIVOS

Muitos ingredientes funcionais são comercializados como aditivos alimentares, tanto para a alimentação humana, como para a alimentação animal.

Nesse contexto destacam-se os prebióticos, os probióticos e os simbióticos os quais são considerados moduladores de microbiota intestinal, pois são capazes de aumentar a população de micro-organismos benéficos presentes no sistema gastrointestinal, como os Lactobacilos e as Bifidobactérias, em detrimento dos microrganismos causadores de doenças como Clostridium, Salmonella, E.coli, Campylobacter, entre outras, desempenhando assim um papel decisivo na manutenção da saúde do “hospedeiro”, que é o organismo que hospeda esses microrganismos.

Perante este contexto, muitos esforços são direcionados em combater estes contaminantes o que nos posiciona em uma nova fronteira na alimentação animal e humana, a fronteira de alimentar e multiplicar as bactérias benéficas intestinais (Efeito Bifidogênico).
Os oligossacarídeos são definidos estritamente como sendo carboidratos que contêm entre 2 e 10 monossacarídeos, covalentemente ligados através de ligações glicosídicas (MEHRA e KELLY, 2006) em sua molécula.

Os oligossacarídeos como os mananoligossacarídeos, frutooligossacarídeos, galactooligossacarideos, xilooligossacarideos, Inulina, entre outros, são também classificados como fibras solúveis em uma dieta, e tendem a ser fermentados na porção distal do intestino, majoritariamente pelas populações de Lactobacillus e Bifidobacterias.

Os mananoligossacarídeos são considerados eficientes aglutinadores de bactérias patogênicas gram negativas, com fímbrias do tipo I, como Salmonella e E. coli.

Ao impedirem ou dificultarem a aderência destes microrganismos ao epitélio intestinal, os MOS contribuem para o equilíbrio da microbiota intestinal.

Estudos científicos demostram que com a utilização em doses adequadas de FOS e GOS a população de Lactobacillus e Bifidobacteiras e outros microrganismos que fazem parte da microbiota saudável, podem ser multiplicadas em centenas de vezes. Por isso o seu efeito bifidogênico.

O aumento da população de bactérias benéficas proporciona a produção de bacteriocinas e peptídeos bioativos que combatem diretamente os patógenos, e também produzem ácidos graxos de cadeia curta (e média como ácido acético, propiônico e butírico) , os quais a acidificam o lúmen intestinal, provocando importante redução das populações de bactérias nocivas (principalmente Salmonellas e E. coli).

Blends de Prebióticos são eficientes no controle das Salmonellas. “Afirmamos isso depois de testá-lo e comprová-lo”, declara Antônio José Piantino Ferreira, Professor Associado do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo.

Além disso, a acidificação adequada do conteúdo intestinal favorece significativamente a ação de algumas enzimas e a absorção de nutrientes, especialmente minerais.

Outro mecanismo, cientificamente comprovado, mostra que a microbiota é capaz de trocar sinais celulares de caráter regulatórios com o hospedeiro, estimulando o sistema de defesa, no qual o epitélio e o muco intestinal bem como as bactérias residentes nesse ambiente provêm o primeiro mecanismo de defesa.

Portanto uma alternativa eficaz aos APC`s são os oligossacarídeos, que ao multiplicar a população de bactérias benéficas promovem o aumento da concentração de ácidos graxos de cadeia curta e média. Com isso, temos:

melhor equilíbrio da microbiota,

preservação do epitélio intestinal,

secreção equilibrada de mucina

melhor resposta imunológica.
A utilização destes aditivos funcionais e consequentemente a isenção de Antibióticos Promotores de Crescimento, é uma solução inovadora e sustentável para a cadeia produtiva de alimentos, que simbolizam “SIM” o sucesso do agronegócio.
Contando com alta tecnologia e excelência em padrão de qualidade a Yes, empresa especializada em biotecnologia para nutrição animal, disponibiliza ao mercado o Yes-GOLF®, blend prebiótico, desenvolvido para estimular a multiplicação de bactérias benéficas (principalmente Lactobacillus e Bifidobactérias), prejudicando o crescimento de microrganismos patogênicos como Salmonellas e E.coli, e oportunistas, como o Clostridium, favorece o equilíbrio saudável da microbiota intestinal, melhora no desempenho produtivo e o status sanitário do animal. A modulação da microbiota contribui de forma efetiva na imunomodulação do sistema de defesa dos animais.

Em sua formulação patenteada, o YES – GOLF® conta com mananoligossacarídeos (aglutinadores de bactérias patogênicas), frutooligossacarídeos e galactooligossacarídeos (oligossacarídeos não digestíveis, mas com capacidade de fermentação pelas bactérias benéficas do intestino, resultando na produção de ácidos graxos de cadeia curta e média, contribuindo para acidificação do meio e consequente inibição de bactérias patogênicas).

Além dos reconhecidos prebióticos, o YES – GOLF® conta, em sua composição, com uma fração de 1,3 e 1,6 β-glucanos, oriundos da camada interna da parede celular da levedura Saccharmomyces cerevisiae, os quais possuem reconhecido efeito imunomodulador, devido a sua capacidade em ativar as células do sistema imune dos animais, promovendo maior atividade fagocitária).

Benefícios como melhor conversão alimentar, maior ganho de peso, maior produção de ácidos graxos de cadeia curta e menor custo por Kg/peso vivo são comprovados através de pesquisas desenvolvidas em diversas universidades e ensaios a campo.

 

PESQUISAS

 

Yes – GOLF® em substituição aos antibióticos promotores de crescimento na dieta de frangos de corte

LOCAL:
Universidade de Tolima, Colômbia.

MATERIAL E MÉTODOS:
A fim de avaliar a substituição do antibiótico promotor de crescimento Enramicina na dieta de frangos de corte sobre o desempenho produtivo, 1000 pintinhos de corte foram divididos em 2 tratamentos com 10 repetições de 50 aves cada. O grupo 1 recebeu dieta basal com Enramicina (0,0625 kg/Ton) e o grupo 2 recebeu a dieta basal com Yes-GOLF® (3 kg/ton de 1 a 21 dias e 2 kg/ton de 22 a 42 dias de idade) em substituição à Enramicina.

 

RESULTADOS E CONCLUSÃO:
Os resultados de desempenho produtivo podem ser observados nos gráficos 1, 2 3 e 4.

 

 

Gráfico 1. Média dos dados de mortalidade de frangos de corte alimentados com APC ou Yes-GOLF®.

Gráfico 2. Média dos dados de conversão alimentar de frangos de corte alimentados com APC ou Yes-GOLF®.

Gráfico 1. Média dos dados de mortalidade de frangos de corte alimentados com APC ou Yes-GOLF®.

Gráfico 3. Média dos dados de consumo de ração de frangos de corte alimentados com APC ou Yes-GOLF®.

Gráfico 4. Média dos dados de peso final de frangos de corte alimentados com APC ou Yes-GOLF®.

 

As aves que consumiram Yes-GOLF®, apresentaram, melhores índices de desempenho zootécnico.


 

Yes-GOLF® em substituição a colistina e butirato de sódio na dieta de leitões durante o período de creche.

LOCAL:
AKEI Animal Research, Fartura – SP.

MATERIAL E MÉTODOS:
A fim de testar a ação do Yes-Golf®, da colistina e do butirato de sódio em relação a variáveis de desempenho zootécnico, grau de diarreia e produção de ácidos graxos de cadeia curta, 63 leitões desmamados foram avaliados durante todo o período de creche. Os tratamentos experimentais foram os seguintes:

T1: Dieta basal + APC (colistina 8% – 40ppm)

T2: Dieta basal + Butirato de sódio 30% (1 kg/ton)

T3: Dieta basal + YES-Golf® (2 kg/ton)

A dieta dos animais foi formulada sem óxido de zinco ou qualquer outro antimicrobiano (fator de desafio).

RESULTADOS E CONCLUSÃO:
Os resultados de desempenho produtivo, escore de diarreia e produção de ácidos graxos de cadeia curta estão dispostos, respectivamente, nos gráficos 1, 2 e 3.


Gráfico 1. Média de desempenho produtivo de leitões ingerindo dietas com a inclusão de antibiótico promotor de crescimento, butirato de sódio ou Yes-GOLF®, no período de creche.

 

Gráfico 2. Escore de diarreia em leitões consumido dietas com inclusão de antibiótico promotor de crescimento, butirato de sódio ou Yes-GOLF® no período de creche.

 

Gráfico 3. Média da produção de ácidos graxos de cadeia curta em leitões recebendo dietas com inclusão de antibiótico promotor de crescimento, butirato de sódio ou Yes-GOLF® durante o período de creche.

O Yes-GOLF® melhorou a conversão alimentar e proporcionou melhor controle sobre a diarreia (causada pelo desafio), além de aumentar a produção de ácidos graxos de cadeia curta.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A microbiota do trato digestório de animais de produção tem relevante papel na digestão dos alimentos ingeridos. Desequilíbrios na composição deste microambiente podem ocasionar transtornos no desempenho e na capacidade de aproveitamento dos nutrientes. Como alternativa aos tradicionais antibióticos promotores de crescimento, a Yes oferece, através de sua linha de prebióticos, comprovadas estratégias para melhorar o aproveitamento dos alimentos.

Caracterizados por serem aditivos naturais, atóxicos e que não induzem resistência bacteriana, esses produtos podem ser utilizados na ração de animais de produção e companhia, com a perspectiva de estabilizar e manter uma determinada população bacteriana em condições ideais no trato digestório, atuando de forma positiva sobre absorção dos nutrientes das rações, desempenho produtivo, fortalecendo o sistema imune, contribuindo, desta forma, à maior saúde dos animais e consumidores.




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