Lentilha: alternativa para alimentação de suínos | nutriNews Brasil
 
08 mar 2021

Lentilha: alternativa para alimentação de suínos em crescimento

A lentilha é um alimento alternativo que fornece amido e proteína com menor digestibilidade do que os alimentos convencionais. No entanto, o processamento térmico pode aumentar seu valor nutritivo

 

Com os altos valores praticados, atualmente, nas sacas de milho e soja, e pela competição desses produtos com o consumo humano, é cada vez mais importante buscar alimentos alternativos que possam substituir essas matérias-primas ou reduzir o seu volume de inclusão na alimentação animal.

Globalmente, 5,0 milhões de toneladas de grãos de lentilha são produzidos anualmente.

O grão de lentilha contém:

  • 400g de amido/kg
  • 250 g de proteína bruta/kg
  • 150 g de fibra/kg

Essas características tornam a lentilha um ingrediente nutritivo para suínos. A lentilha não utilizada para consumo humano pode ser um alimento alternativo em substituição ao farelo de soja na dieta de suínos.

Uma grande preocupação na alimentação de suínos com lentilhas é a presença de fatores antinutricionais na lentilha crua. Os efeitos adversos da alimentação de lentilhas para suínos incluem redução na utilização de proteínas e diminuição da qualidade e sabor da carne; assim, a inclusão de lentilha pode ser limitada. Porém, o processamento térmico da lentilha pode reduzir os fatores antinutricionais e aumentar a digestibilidade do amido.

Por esses motivos, pesquisadores canadenses e alemães, se uniram para conduzir um estudo sobre o uso de lentilha na suinocultura.

As dietas  foram formuladas para incluir 956 g de lentilha/kg como única fonte de energia e aminoácidos. O objetivo do estudo foi determinar o coeficiente de digestibilidade ileal padronizada de aminoácidos e o coeficiente de digestibilidade total dos valores de energia bruta, energia digestível e energia líquida calculada, da lentilha peletizada a vapor e extrusada na alimentação de suínos.

No estudo foram utilizados nove machos castrados (peso corporal inicial = 69,0 ± 6,7 kg) por 4 períodos, cada período foi de 9 dias de duração. Os suínos foram divididos em 3 grupos, e cada grupo foi alimentado com lentilha incluída em diferentes formas: crua, peletizada a vapor e extrusada.

Resultados 

A peletização a vapor ou extrusão não afetou os teores de proteína bruta e fibra detergente ácido do grão de lentilha e a extrusão reduziu os teores de amido resistente, fibra detergente neutro e atividade inibitória da tripsina do grão de lentilha. A peletização a vapor e a extrusão não reduziram o teor total de aminoácidos, mas reduziram o teor de lisina e de lisina quimicamente disponível.

A peletização a vapor e a extrusão aumentaram o coeficiente ileal de digestibilidade aparente da dieta de energia bruta, amido e proteína bruta.

 

Os autores concluíram que o aumento da digestibilidade de proteína bruta e dos aminoácidos nas lentilhas peletizadas a vapor indicam que a atividade inibidora de tripsina presente na lentilha pode não ser suficiente para causar efeitos adversos na digestibilidade da proteína e que a lentilha é sensível a processamento térmico.

A peletização a vapor pode, portanto, tornar a lentilha um ingrediente mais versátil na dieta de suínos.

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