Nível proteico adequado para o crescimento de pacu
 
08 dez 2021

Nível proteico adequado para o crescimento de pacu

Peixe BRA parceria entre a Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Federal do Paraná e da Itaipu Binacional demonstrou que o nível de proteína na dieta afeta significativamente o crescimento, consumo de ração e a composição corporal dos juvenis de pacu em sistema bioflocos.

 

O pacu é um peixe nativo que se destaca pelo rápido crescimento, rusticidade, aceitação pelo mercado consumidor, além da adaptação a diversos sistemas de produção. O sistema bioflocos (BTF) permite altos índices de produtividade com baixo impacto ambiental, onde a biomassa microbiana, com alto teor proteico (25 e 50%), pode ser aproveitada como alimento complementar, o que potencialmente, permite a redução do custo de produção.

 

O estudo também identificou que para juvenis de pacu entre 3,6 a 43,45 g, a proteína bruta (PB) adequada foi 31,5% (mais ou menos 27,2% proteína digestível). Por outro lado,

Menores níveis de proteína ofertada na dieta (19 e 23% de PB), o crescimento dos peixes foi satisfatório indicando que o sistema bioflocos teve papel importante como alimento complementar.

Dara Pires, aluna do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da UEMS, explica que o objetivo foi avaliar os efeitos dos níveis proteicos da dieta sobre o desempenho zootécnico, parâmetros hematológicos e bioquímicos, composição química corporal, índices somáticos e rendimentos de carcaça e filé de juvenis de pacu produzidos em sistema bioflocos.

“Foram testados cinco níveis de proteína bruta (19, 23, 27, 31 e 35%) utilizando rações isoenergéticas (3.200 Kcal/energia digestível). Uma vez que os custos com o alimento industrializado estão diretamente relacionados com a quantidade de proteína presente na dieta, a definição do nível proteico adequado para determinada fase, espécie e sistema de produção é essencial, pois a alimentação pode representar até 70% do custo de produção”, complementa Dara.

Como o pacu possui capacidade de aproveitamento do alimento natural, os pesquisadores também verificaram se a biomassa microbiana presente no sistema bioflocos poderia complementar a necessidade proteica do pacu no sistema BFT com potencial redução deste macronutriente na dieta.

Desta forma, explica o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Hamilton Hisano, como existe essa relação do alimento natural do próprio sistema, as exigências nutricionais já determinadas para a espécie em sistemas laboratoriais de recirculação de água nem sempre são as mesmas para o BFT.

De acordo com Hisano, deve-se utilizar concentrações adequadas de proteína na dieta para evitar o excesso ou falta deste nutriente, em razão desta condição prejudicar o desempenho e a saúde dos peixes, e principalmente o custo e o impacto ambiental quando a proteína é utilizado em excesso nas rações.

O Brasil, em 2020, produziu 802 mil toneladas de peixes provenientes da piscicultura, com um crescimento de 5,93% em relação a 2019. Este dado é bastante positivo no que diz respeito a comparação com outras fontes proteicas (bovina, suína e aves), que se mantiveram estáveis no mesmo ano. De acordo com dados do IBGE, no ano de 2018, o Brasil produziu mais de 154 mil toneladas de peixes redondos, destacando-se as espécies do pacu, tambaqui e pirapitinga, e híbridos tambacu, patinga e tambatinga.

Além da produção nacional de pacu, que está concentrada principalmente na região Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, outros países da América do Sul, como a Argentina, aumentaram significativamente a produção desta espécie garantindo um ótimo potencial para seu cultivo na aquicultura. Deste modo, o sistema bioflocos pode ser uma alternativa para impulsionar a produção do pacu.

Para saber mais clique aqui!

Fonte: Embrapa




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