Oportunidades de exportação para produtores de carne bovina Oportunidades de exportação para produtores de carne bovina
 
06 maio 2021

Oportunidades de exportação para produtores de carne bovina

Embora a pandemia COVID-19 continue afetando o Brasil e sua economia, o mercado brasileiro apresenta oportunidades de nicho no mercado de carne bovina de alto padrão. Importações brasileiras de carne premium cresceram 26,3% no ano passado em comparação com 2019.

Embora o Brasil seja o segundo maior produtor de carne bovina do mundo, esses números revelam oportunidades de mercado em potencial. Os maiores exportadores desse tipo de produto para o Brasil são Paraguai, Argentina, Uruguai, Austrália e Estados Unidos. Os pecuaristas brasileiros estão de olho em seu mercado premium doméstico e, inevitavelmente, participarão e competirão com esses países em algum momento. No entanto, ainda precisam adequar a produção local para alcançar a qualidade exigida por esse mercado exigente.

 

Impactos gerais da pandemia na demanda brasileira de carne bovina em 2020

Segundo o Euromonitor, 2020 foi um ano de redução da demanda por carne bovina. A queda no volume comercializado foi de 6%, o que representa 6,8 milhões de toneladas. Essa queda na demanda deve-se principalmente ao aumento dos preços da carne bovina no Brasil e no mundo e à redução do poder de compra da população em geral causada pela pandemia. Os gráficos abaixo mostram impactos gerais nas vendas de carne bovina e estimativa de recuperação de 2021 a 2025.

 

Principais fatores que contribuem para a alta dos preços da carne bovina

De acordo com informações dos analistas brasileiros do webinar Carne de Qualidade, muitos fatores têm levado ao atual aumento do preço da carne bovina, entre os quais podemos destacar:

Ciclo da pecuária: entre 2017 e 2019 houve recorde de abate de fêmeas, decisão tomada em conjunto pelos pecuaristas locais como forma de recompor os preços.

China: alta demanda chinesa por carne bovina aliada à desvalorização do real tornou a exportação uma atividade extremamente atrativa e bem remunerada. China sozinha absorveu quase 44% da carne bovina exportada pelo Brasil em 2020, de acordo com o Trade Data Monitor (TDM).

Seca no Centro-Oeste brasileiro: 2020 foi um ano seco com precipitações irregulares, que atrasou a renovação das pastagens, consequentemente atrasou a engorda dos animais e como consequência, atrasou o abate.

COVID-19: a pandemia global ainda está presente na população brasileira e seus impactos na economia ainda são graves. A população perdeu poder de renda e a carne vermelha foi substituída por outras formas de proteína, como frango, suíno, peixe ou mesmo à base de proteínas vegetais.

 

Atual mercado de carne bovina de alta qualidade no Brasil

Em 2020, o Brasil importou 50,8 mil toneladas de carne bovina premium, que corresponde a 26,3% a mais do que 2019. Esse fenômeno pode ser explicado pelo fato das classes A e B serem menos afetadas pela pandemia e essas duas classes serem o nicho para o mercado de carne bovina de alta qualidade.

O isolamento social, o fechamento de restaurantes, e o crescente interesse pela gastronomia e a ocorrência de churrascos fez com que esses grupos consumir mais carne bovina de alta qualidade, principalmente nos finais de semana, com refeições ao ar livre e celebrações familiares. Este mercado deve continuar crescendo conforme a economia local se recupera, assim como o poder de compra da classe média.

O consumidor desse tipo de produto busca uma experiência gastronômica diferenciada com produtos mais macios, carnes com mais suculência, marmoreio e sabor. Nesse contexto, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer já que a carne bovina de alta qualidade produzida no Brasil ainda é escassa, e a importação desses produtos para absorver a demanda interna é inevitável. Não temos informações concretas sobre a quantidade de carne bovina de alta qualidade que é produzida no Brasil, mas é estimada em menos de 3% (Portal DBO).

Gigantes locais como JBS, Marfrig e Minerva Foods estão investindo desde 2014 neste mercado. Ainda assim, mais precisa ser feito no desenvolvimento de produtos, bem como na educação para varejistas e consumidores.

Fonte: Vicente Coffani | USDA




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