Papel dos aminoácidos na modulação nutricional da fertilidade em galos Papel dos aminoácidos na modulação nutricional da fertilidade em galos
 
09 jun 2021

Papel dos aminoácidos na modulação nutricional da fertilidade em galos

Na primeira parte da matéria sobre modulação nutricional da fertilidade de galos foi falado do papel da vitamina E, coenzima Q10 e selênio, fatores envolvidos diretamente na proteção contra danos oxidativos e na melhora da qualidade do sêmen, envolvendo fatores como aumento da motilidade e viabilidade dos espermatozoides, dentre outros fatores. Para ler a parte um, clique aqui.

Nessa segunda parte será exposto a influência dos aminoácidos na fertilidade dos machos reprodutores.

 

Ácido D-aspártico

O ácido D-aspártico é um aminoácido endógeno e presente em alta concentração nos testículos durante a estação reprodutiva de patos maduros (Di Fiore et al., 2008). Além disso, um estudo in vitro mostrou que a adição de ácido d-aspártico promoveu a secreção de testosterona (Di Fiore et al., 2008), principal hormônio sexual dos machos.

Em particular, diferentes níveis de ácido d-aspártico a 100, 200 e 300 mg/kg de peso corporal foram fornecidos por via oral a galos velhos, foi observado nos animais que receberam 200mg/kg:

  • Aumento nos níveis de testosterona
  • Melhora nas características de qualidade do sêmen, incluindo a concentração de esperma, integridade de membrana e motilidade para frente, penetração de esperma e fertilidade aumentaram com uma dose de 200 mg / kg de peso corporal

 

L-carnitina

A L-carnitina é gerada a partir de lisina e metionina (dois aminoácidos essenciais) e participa do metabolismo lipídico, transportando ácidos graxos de cadeia longa para a mitocôndria para iniciar a β-oxidação do ácido graxo (Fouad e El-Senousey, 2014), bem como proteger os lipídios da oxidação danos (Jahanian e Ashnagar, 2018).

Em experimento realizado com galos White Leghorn foi observado o aumento da concentração de espermatozoides quando consumiram uma dieta suplementada com 125 mg de L-carnitina/kg (Zhai et al., 2007). Em galos idosos, a suplementação dietética com 150 mg de L-carnitina/kg estimulou a produção de testosterona e maximizou a fertilidade aumentando a produção de sêmen, viabilidade e motilidade (Elokil et al., 2019).

A suplementação com 125 mg de L-carnitina/kg aumentou a concentração de esperma, viabilidade e motilidade em codornas (Ahangari et al., 2014). Em patos machos, 150 mg de L-carnitina/kg aumentaram a fertilidade, o volume do sêmen, a concentração de espermatozoides, a viabilidade e a motilidade, além de diminuir as porcentagens de espermatozoides defeituosos e mortos (Al-Daraji e Tahir, 2014).

 

Ácido guanidinoacético

O ácido guanidinoacético (GAA) é um precursor da creatina e é biossintetizado a partir da arginina.

Codornas suplementadas com 1.200 mg de GAA/kg por 4 semanas apresentaram aumento de fertilidade (Murakami et al., 2014).

Galos maduros alimentados com dietas suplementadas com 1.200 mg de GAA/kg, durante 25 semanas, tiveram maior fertilidade, aumentando a produção de espermatozoides, concentração e porcentagem de motilidade para frente. O aumento da produção de espermatozoides em galos idosos alimentados com dietas contendo 1.200 mg de GAA/kg pode ser atribuído às populações aumentadas de células de Sertoli e espermatogônias, levando a aumentos na espessura do epitélio seminífero e na espermatogênese e, portanto, na concentração de espermatozoides (Nasirikhah et al., 2019). O aumento da motilidade direta dos espermatozoides pode ter sido devido à maior disponibilidade de energia (ATP) por meio da fosforilação da creatina (Fosoul et al., 2018; Zhang et al., 2019).

 

L-arginina

A L-arginina é necessária às espécies aviárias para produzir muitos componentes essenciais, como GAA, que aumenta a produção de espermatozoides e a mobilidade direta

Suplementações dietéticas com 0,14% de L-arginina em galos velhos restauraram o funcionamento de seus testículos em termos de peso testicular, e a produção de testosterona e a motilidade para frente do esperma foram aumentadas (Abbaspour et al., 2019). Aumentos no diâmetro dos túbulos seminíferos e nas populações de células de Sertoli e células de Leydig (Ahangar et al., 2017) poderiam explicar o aumento do peso testicular e produção de testosterona.

 

As informações desse texto foram retiradas do artigo intitulado “Nutritional modulation of fertility in male poultry

FOUAD, Ahmed Mohamed et al. Nutritional modulation of fertility in male poultry. Poultry Science, 2020.




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