Portos do Paraná registram recorde de exportação em 2020 Portos do Paraná registram recorde de exportação em 2020
 
22 fev 2021

Portos do Paraná registram recorde de exportação em 2020

Os portos de Paranaguá e Antonina registraram nova marca história na movimentação de mercadorias, consolidando 2020 como o melhor ano das exportações paranaenses. Foram 57,3 milhões de toneladas movimentadas – 8% a mais que em 2019 (53,2 milhões). Dos produtos exportados, a soja foi o carro-chefe, com 14,3 milhões de toneladas e crescimento de 27% ante 2019 (11,3 milhões). Os dados foram divulgados no relatório gerencial da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

Na avaliação do consultor de logística da FAEP, Nilson Hanke Camargo, o recorde atingido comprova a competência dos portos paranaenses, com alto nível técnico na capacidade operacional e excelência em gestão.

 

“Esse resultado denota a competência dos portos em conseguirem movimentar toda essa cadeia, mesmo em um ano de pandemia, e tendo em vista que os investimentos ainda são aquém do necessário ao considerar uma movimentação tão grande”, afirma Nilson.

Da carga movimentada em 2020, 65% foram de granéis sólidos (26,5 milhões de toneladas). A embarcações de soja correspondem a 54% deste total. Na sequência, estão os farelos (22%); açúcar (15%); e milho (9%). No total de produtos movimentados, somando carga geral, granéis sólidos e líquidos, as exportações pelos portos paranaenses somaram 36,3 milhões de toneladas.

“Outra questão a se observar é que choveu pouco no ano passado. Os granéis não embarcam em dias de chuva, porque há risco de contaminar a produção que está sendo carregada. Então, um ano menos chuvoso colaborou para que a gente pudesse exportar mais e mais rápido”, aponta Camargo.

Além do crescimento das embarcações de soja, o açúcar também registrou alta de 61%, com 3,4 milhões de toneladas ante 2,4 milhões em 2019, e os farelos, de 11%, com 5,7 milhões de toneladas em 2020, superando as 5,2 milhões de toneladas comercializas no ano anterior.

Por outro lado, as embarcações de milho pelos portos de Paranaguá e Antonina caíram 55% – foram apenas 2,5 milhões de toneladas, em comparação às 5,7 milhões em 2019. O trigo também sofreu queda, acumulando 16 mil toneladas exportadas, 12% a menos que em 2019, com 14 mil.

Da soja embarcada pelos portos de Paranaguá e Antonina, 80% provém do Paraná (11,3 milhões de toneladas), do farelo de soja, 59% (2,9 milhões de toneladas), e do milho, 79% (1,9 milhões de toneladas).

 

Importação

Os fertilizantes são o destaque da lista de produtos que chegaram aos portos do Estado em 2020. Foram 9,9 milhões de toneladas, crescimento de 7% em relação a 2019 (9,2 milhões). Entre as principais mercadorias importadas, que incluem cevada, malte, trigo e sal, os fertilizantes foram os únicos produtos cujas comercializações cresceram em 2020.

 

Geração de receita

De um total de US$ 17,27 bilhões em embarcações pelos terminais paranaenses, mais de 90% foram de produtos do agronegócio. Depois da soja, que lidera a lista com US$ 5,12 bilhões, estão as exportações de frango (US$ 2,34 bilhões), farelo de soja (US$ 1,93 bilhões), açúcar (US$ 1,34 bilhões), carne bovina (US$ 1,29 bilhões), óleo de soja (US$ 507,6 milhões), automóveis (US$ 482,3 milhões), milho (US$ 453,1 milhões), celulose (US$ 433,5 milhões) e papel (US$ 210,8 milhões).

Já as importações corresponderam a US$ 10,75 bilhões em mercadorias, somando 21 milhões de toneladas. Os principais produtos foram fertilizantes, que somaram US$ 2,46 bilhões, derivados de petróleo (US$ 1,27 bilhão) e reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (US$ 1,17 bilhão). O saldo positivo na balança comercial foi de US$ 6,52 bilhões.

Ainda segundo os dados do Ministério da Economia, a receita gerada pelas exportações pelos portos paranaenses é a terceira maior do país – US$17,27 bilhões, o que equivale a 8,2% do total (US$ 209,82 bilhões). Em relação às importações, os portos do Paraná estão na terceira posição, com US $10,75 bilhões, e respondem por 6,8% do total.

 

Por: CNA




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