Rússia autoriza importação de carne bovina brasileira
 
23 nov 2021

Rússia autoriza importação de carne bovina brasileira



AUTOR(ES)

Márcia Gabrielle L. Cândido

Veterinária - Redatora nutriNews Brasil

O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo, além disso, dados do primeiro semestre de 2021 publicados pelo site STATISTA, indicam que o Brasil foi também um dos países com maior crescimento nas exportações, junto com Argentina e Canadá. De janeiro a setembro de 2021 as exportações brasileiras de carne bovina somaram mais de 7 bilhões de dólares, um aumento de 22% em relação ao mesmo período de 2020 (ABRAFIGO).

Mas para onde enviamos nossa produção? O principal destino das exportações de carne bovina brasileira é a China, de janeiro a setembro o Brasil exportou 51% do volume produzido para o gigante asiático (ABRAFIGO). Porém, em setembro, com a confirmação de dois casos atípicos de encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como doença da “vaca louca”, as exportações para a China foram suspensas e até o momento não foram retomadas.

 

Esta semana, a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina confirmou um novo acordo comercial para exportação de carnes à Rússia. Para o Brasil, a Rússia é um mercado promissor, o país permitiu a importação de carne bovina de três subsidiárias de grandes exportadoras brasileiras, sendo elas, uma empresa da JBS, em Goiás; duas empresa da Minerva, situadas em Rondônia e no Mato Grosso, também foram autorizadas a fornecer carne bovina para a Rússia a partir de 16 de novembro.

Em 2022, a Rússia planeja estabelecer uma cota de importação isenta de impostos de até 200 mil toneladas de carne bovina e mais 100 mil toneladas de carne suína, de forma a aumentar a oferta doméstica como parte das medidas que o governo espera que ajudem a estabilizar a inflação russa, que está no ritmo mais acelerado em cinco anos.

A vigilância sanitária russa lista 57 empresas brasileiras de diferentes produtores de carne bovina, mas apenas 16 delas estão atualmente autorizadas a fornecer à Rússia. A maioria das restrições está em vigor desde 2017, devido ao uso do aditivo alimentar ractopamina, alegação negada pela indústria brasileira de carne.

 

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Fonte: CNN




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