Secretaria de Agricultura inicia pesquisas com pecuária de precisão Secretaria de Agricultura inicia pesquisas com pecuária de precisão
 
10 fev 2021

Secretaria de Agricultura inicia pesquisas com pecuária de precisão na área de nutrição de gado de corte

Estudo é conduzido na APTA de Colina e trará informações em tempo real sobre necessidade de suplementação da dieta animal

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo iniciou projeto pesquisa na área de pecuária de precisão no Polo Regional de Colina, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). O objetivo é utilizar um equipamento, chamado NIRS (Near Infrared Spectroscopy), para avaliar em tempo real os nutrientes das pastagens para que o pecuarista consiga adequar a dieta dos animais com base em dados confiáveis e precisos.

A pesquisa foi iniciada na unidade da APTA Regional em 2019, com a chegada do equipamento importado da Suíça pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), por meio do Plano de Desenvolvimento Institucional de Pesquisa dos Institutos Estaduais de Pesquisa do Estado de São Paulo (PDIP).

Foram investidos R$ 350 mil no equipamento, que foi comprado com recursos do PDIP aprovado pelo Instituto de Zootecnia, parceiro da APTA Regional. O NIRS é um equipamento de grande versatilidade que pode atender a demanda regional dentro do conceito de Pecuária de Precisão. É uma ferramenta que está sendo utilizada no desenvolvimento na área de bovino de corte melhorando produtos, processos e ações inovadoras”, afirma Regina Kitagawa Grizotto, pesquisadora da APTA Regional.

O projeto de pesquisa tem potencial de disponibilizar informações precisas para o produtor tomar a decisão sobre o início da suplementação da dieta dos animais e adequação dos nutrientes que precisam ser oferecidos para que eles ganhem mais peso. “Hoje, o pecuarista toma essa decisão a partir do que ele vê no seu pasto. Se o capim está seco, ele deduz que precisa começar a suplementação, se o capim está verde, espera. Com isso, o produtor pode estar gastando dinheiro à toa, porque ainda não é hora de iniciar uma nova dieta, já que o pasto tem os nutrientes necessários para o ganho de peso, ou perde dinheiro dando um suplemento em que faltam determinados nutrientes”, explica Regina.

O equipamento também pode auxiliar pesquisadores e pós-graduandos em seus projetos de pesquisa, já que gera as informações com rapidez e não necessita de reagentes e produtos para a realização do diagnóstico nutricional. “É um ganho para o setor produtivo e para a ciência de modo geral”, afirma a pesquisadora.

Para alcançar esses resultados, porém, será necessário percorrer um caminho de recolhimento e análise de diversas amostras de pastos em diferentes momentos do ano, como nas épocas da seca, intermediárias e das águas. “Precisamos abastecer o aparelho com dados para que ele aprenda a realizar essas análises em tempo real. Esse trabalho leva tempo, pois temos que aumentar nosso banco de dados e fazer a curva de calibração, mas estamos dando os primeiros passos”, comemora Regina.

Como funciona?

O NIRS é um aparelho com feixes de luz que ao ser utilizado em amostras de pastagens, por exemplo, reflete a radiação e gera gráficos e números instantaneamente. Regina explica, porém, que as amostras chegam “verde”, ou seja, recém colhidas apresentam variações que o aparelho não pode distinguir, por isso, na técnica usual, o preparo da amostra (secar e moer antes de analisar), demanda tempo que às vezes o pecuarista não tem.

Na técnica usual, o tempo de preparo da amostra leva cerca de 72 horas até termos o resultado. Quando tivermos o banco de dados abastecido, não precisaremos moer e secar o que queremos analisar. O aparelho fará a análise com aquilo que veio do campo, dando o resultado imediatamente”, explica.

APTA Colina é referência em pesquisas com nutrição animal

O Polo Regional de Colina da APTA é reconhecido por suas pesquisas na área de nutrição animal. Um resultado marcante desses estudos foi o desenvolvimento do chamado Boi 7.7.7, que prevê a criação de um gado de 21 arrobas em até dois anos, quando normalmente leva-se até três anos para produzir um gado de 18 arrobas. A meta do sistema é que o animal alcance sete arrobas na desmama, sete na recria e outras sete na engorda, daí deriva o nome “Boi 7.7.7”.

Os resultados são alcançados utilizando estratégia de nutrição animal, envolvendo alimentação por pastagem e suplementação. Com o método, o produtor pode aumentar em 30% seus lucros. O sistema é adotado nas principais regiões produtoras de gado de corte do Brasil, como São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rondônia.

Por Fernanda Domiciano
Assessoria de Imprensa – APTA




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