Triticale entra para base de dados de Zoneamento Agrícola
 
28 dez 2021

Triticale entra para base de dados de Zoneamento Agrícola

O triticale entrou para a base de dados do ZARC (Zoneamento Agrícola de Risco Climático), com a indicação de cultivo nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil, em sistema de sequeiro e irrigado.

O zoneamento vai orientar a expansão do cultivo do triticale no País voltada às oportunidades no crescimento da demanda de uso desse cereal na alimentação animal.

triticale

Triticale é um cereal de inverno gerado a partir do cruzamento do trigo com o centeio. Esse cereal herdou das espécies parentais características favoráveis, como potencial de rendimento de grãos e de biomassa, resistência a doenças, bom desenvolvimento em baixas temperaturas, tolerância à seca e ao frio, sistema radicular profundo e grãos de alto valor proteico.

O triticale também apresenta boa tolerância ao estresse hídrico, a solos ácidos e permite menor custo de produção quando comparado a outros cereais.

Na alimentação animal, pode ser utilizado para produção de forragem, silagem de planta inteira, silagem de grãos úmidos e os grãos secos.

A área de triticale chegou a 136 mil hectares no início dos anos 2000 (Conab), mas problemas com doenças e baixa produtividade nos materiais importados resultaram num gradativo decréscimo da área – registrando 15 mil hectares em 2021 – afetada também por fatores como disponibilidade de insumos (falta de sementes e defensivos registrados para a cultura) e oscilações mercadológicas (preferência da indústria moageira pelo trigo e maior oferta de milho para a indústria de proteína animal).

“Devido à sua rusticidade, durante muitos anos o triticale foi considerado uma cultura marginal, com o cultivo realizado com baixa tecnologia, reduzido uso de insumos como sementes, fertilizantes, fungicidas e inseticidas”, conta o pesquisador da Embrapa Trigo Alfredo do Nascimento Junior.

triticale

Segundo ele, o uso de semente própria também limita o crescimento do triticale no Brasil, impactando no potencial de rendimento e com um grande número de lavouras não registradas nos levantamentos oficiais.

“Nos últimos dois anos, foram inscritos no Brasil cerca de 2,8 mil hectares de campos de sementes certificadas, suficientes para serem usadas para quase 70 mil hectares de lavouras comerciais, evidenciando uma lacuna de aproximadamente 55 mil hectares, não contabilizados nos levantamentos oficiais”.

A Embrapa Trigo está avaliando cultivares de cereais de inverno em diferentes regiões produtoras de grãos, onde o triticale é uma das alternativas que deverão compor a rede de experimentos a partir da publicação do zoneamento agrícola de risco climático.

triticale“O cultivo de triticale já acontece nos estados do RS, SC, PR e SP, em sistema de sequeiro. Para o Zarc, fizemos um aprimoramento dos dados para indicar a melhor época de cultivo nas regiões tradicionais, além de orientar a expansão da cultura para novas regiões na faixa tropical, nos estados de MG, GO, MS, MT, BA e DF, tanto no sistema de sequeiro como no irrigado”, explica o pesquisador da Embrapa Trigo Gilberto Cunha.

 

O Zarc é baseado em séries históricas de clima, modelagem de cultivos e simulação de riscos.

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar as informações oficiais do Zarc por meio de tablets e smartphones, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital, está disponível nas lojas de aplicativos.

Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”.

 

 




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