Zinco multi-amino quelatado melhora a conversão alimentar de frangos Zinco multi-amino quelatado melhora a conversão alimentar de frangos
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AUTOR(ES)

Verônica Lisboa

Yessinergy

Juliana Bueno

Yessinergy

Carlos Ronchi

Yessinergy

Luciano Roppa

Yessinergy

Victor Nehmi

Yessinergy

Mais importante do que a concentração é o percentual de minerais no sítio de absorção

Na sua forma inorgânica, os minerais são absorvidos pelas células do epitélio intestinal, através de um processo lento e limitado por diversas barreiras, como o antagonismo de absorção com outros minerais, interações com componentes da dieta e hidroxipolimerização.

Por outro lado, os minerais quelatados são mais estáveis e resistem melhor ao processo digestivo. Assim, se ligados com aminoácidos e peptídeos, poderão ser absorvidos, pelos mecanismos já conhecidos e, também, pelas vias de absorção destas moléculas.

Entretanto, nem todo mineral quelatado possui a mesma taxa de absorção, o que pode ser explicado pela força da ligação entre os minerais e os aminoácidos, conhecida como constante global de estabilidade (Ks). Quanto maior a força da ligação entre os íons metálicos e seus aminoácidos, maior será a Ks e a estabilidade do mineral quelatado.

Esta força está diretamente relacionada com as ligações químicas preferenciais entre os minerais e os seus ligantes aminoácidos e peptídeos. O zinco (Zn), por exemplo, tem preferência em se ligar com histidina e cisteína (Tabela 1).

Outra característica do quelato está nas ligações multi-aminoácidose com peptídeos que tornam as força das ligações moleculares maiores em comparação com as ligações com mono- aminoácidos.

 

 

Associando-se a força de quelação e constante de estabilidade das ligações nos quelatos às concentrações de minerais presentes em diversas matérias-primas, é possível estimar a quantidade de Zn disponível para ser absorvido na forma de quelato no intestino.

Hipoteticamente, tendo como referência o maior agente quelante químico, o EDTA, que possui Ks de 16,5 sendo 100% aproveitado pelo organismo,
como se comportariam os demais minerais quelatados?

Na Tabela 2 é possível observar que, apesar do Zn Glicinato ter maior conteúdo de zinco, o Zn 22 G3 é o que tem maior quantidade de Zn Org. O que torna o Zn 22 G3 um produto de menor custo por ponto de mineral biodisponível.

 

A possível explicação científica e teórica sobre a atuação efetiva dos minerais YES foi comprovada através dos resultados observados por Rostagno et al., 2020 (dados não publicados) avaliando diferentes fontes de Zn na dieta de frangos de corte (Tabela 3). Os autores concluíram que o Zn 22 G3 proporcionou significativa melhora de 4% na conversão alimentar com suplementação de 80ppm. Isso corresponde a uma relação benefício:custo de 15:1!

A melhor conversão alimentar observada pode ser interpretada como resultado de uma maior resistência, pelo Zn 22%, à dissociação no papo, proventrículo e moela, possibilitando sua maior disponibilidade ao epitélio absortivo no intestino delgado. Uma linha de tendência com os resultados do Zn 22% indica que é provável que, em uma suplementação de 100 ppm a melhora seja de 5%.

Provavelmente o Zn 22 G3 conseguiu uma tal concentração de zinco intracelular, que permitiu que as mitocôndrias metabolizassem maior quantidade de glicose, produzindo menos gordura e mais proteínas.

O Zn retido no corpo do animal esgota-se facilmente, ou seja, é utilizado rapidamente para funções vitais, por isso sua suplementação é prática comum. Porém, ao considerar as perdas sofridas pelos minerais inorgânicos, o nutricionista opta por realizar uma suplementação maior, com margem de segurança, o que pode levar a um alto índice de excreção do mineral.

Menor excreção de Zn também foi observada quando as aves receberam a fonte multi-amino quelatada, o que pode ser observado na Tabela 4, inclusive quando comparado às fontes de Zn glicinato, metionato e proteinato.

 

Ao associarmos a melhor conversão alimentar e a menor excreção de Zn apresentada pelas aves que consumiram este mineral como multiaminoácido quelato aos três principais indicadores de qualidade de um mineral orgânico: grau de quelação, estabilidade constante e biodisponibilidade, é possível compreender sua importância para o estabelecimento de parâmetros de qualidade deste. Sua sinergia se reflete diretamente no melhor desempenho dos animais, contribuindo para que eles expressem, cada vez mais, seu máximo potencial genético.

 

Por: Verônica Lisboa, Juliana Bueno, Carlos Ronchi, Luciano Roppa e Victor Nehmi
da Yessinergy




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